domingo, 2 de julho de 2017

A lapidar sobre Doumbia: não há como criticar esta aquisição

Doumbia, 29 anos, chega a Alvalade por empréstimo da Roma
Por esta altura, na temporada passada, muitos elogiavam as contratações feitas pelo Sporting. No entanto, meses depois os mesmos opinadores referiam-se às mesmas aquisições como erros, como se à partida estivessem condenadas ao insucesso e apenas tivesse sido uma questão de tempo para se confirmar o que parecia lógico.

Um ano depois, cá estamos mais uma vez para opinar sobre reforços e, olhando para Seydou Doumbia, não há ponta por onde pegar: é mesmo uma mais-valia na luta pelo título que foge há 15 anos.


É verdade que hoje em dia os adeptos estão formatados para a questão do retorno financeiro, mas, aos 29 anos, o costa-marfinense chega com o mesmo intuito dos ‘velhos’ Acosta, Schmeichel e André Cruz em 1999/00, e de Phil Babb e Jardel em 2001/02: ser campeão.

Olhando para o habitual 4x1x3x2 de Jorge Jesus, e atendendo que a dupla atacante contempla um ponta de lança mais puro – no caso Bas Dost, mas no passado Slimani – e um segundo avançado, para esta segunda função o atacante africano mostra um melhor currículo e passado recente do que Teo Gutiérrez, Alan Ruiz, André ou Luc Castaignos. Doumbia tem mais experiência no futebol europeu do que os três primeiros e, mais importante do que isso, melhor experiência, apresentando melhores números do que qualquer um dos quatro atletas citados.

Num campeonato com o nível semelhante ao do português, o russo, foi melhor marcador em duas ocasiões (2011/12 e 2013/14). E num outro num patamar um pouco mais baixo, o suíço, foi artilheiro-mor por três vezes, entre as quais na última época (2008/09, 2009/10 e 2016/17). É, pois, um avançado que garante golo. Mostrou o que vale em ligas europeias e agora vai ter um treinador habituado a oferecer os melhores registos da carreira aos seus avançados.

Ainda assim, é redutor analisar o antigo futebolista de Young Boys, CSKA Moscovo e Basileia, entre outros, pela frieza dos números. Capaz de atuar como principal referência do ataque, é um dianteiro muito móvel, chato para os defesas e que, apesar do aspeto algo desengonçado, é forte no um para um e tem um grande poder de desmarcação – como os próprios leões já sentiram na pele no play-off da Liga dos Campeões há dois anos…








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